segunda-feira, 30 de novembro de 2009

cap 3 - Sarin




Logo após Krisher sair, Daniel se abaixou e tocou na minha barriga dizendo:


-Como está esse bebê? Mamãe tá se alimentando? -Sorri imitando voz de bebê.


-Estou bem, mas mamãe não. Você vai ter que cuidar dela.


-Cuidar? -Pergunta ele levantando-se curioso. Fiz que sim e pus meus braços em volta de seu pescoço. Ele logo me pegou no colo. -Vamos cuidar de você! Tudo bem amor? -Disse ele sorrindo.


Sorri enquanto ele abaixava a alça do meu vestido e com cuidado tirava-o do meu corpo. Ele me pôs no chão para tirar sua camisa preta e depois voltou a me pegar no colo levando-me pro banheiro enquanto me beijava. Eu já havia preparado a banheira com água e sais de banho, ele me colocou lá dentro e terminou de se despir entrando na banheira e mordendo minha orelha disse:


-Você é linda!


-Sou? -Disse sentindo o enjôo voltar. Segurei. Não podia acontecer naquele momento. Daniel não merecia.


-Sim. -Disse ele encostando seu corpo ao meu enquanto beijava meu pescoço. O cheiro delicioso de amônia de seu corpo não ajudou meu enjôo.


-Daniel.


-Oi. -Disse ele beijando-me. Soltei-me dele e sai da banheira correndo.


-Enjôo!


-De novo não. -Murmura ele provavelmente revirando os olhos. Depois de lavar bem a boca andei na direção da banheira.


-Desculpe. -Disse dando um sorriso torto. Ele saiu da banheira perfeito e molhado, não sei porque, mas me deu vontade de comer salada de fruta com calda de chocolate quando ele me abraçou. Eu quase que podia sentir o gosto da sobremesa enquanto ele me beijava encostando seu corpo ao meu. Eu realmente queria a salada de frutas.


-Daniel. Desculpe.


-Sim. -Ele disse ainda beijando-me.


-Eu quero...


-Você quer... -Ele passa a mão pelas minhas costas.


-Eu quero salada de frutas com chocolate. -Disse. Ele se afastou ainda de olhos fechados. Abriu-os lentamente.


-Me espere no quarto. -Disse revirando os olhos e pegando uma toalha enquanto sorria.


Me vesti e esperei-o sentada na cama. Passei a mão na barriga. Aquele bebê estava acabando com minha vida conjugal! Eu não queria. Não só porque ele estava atrapalhando tudo mais também porque eu era muito nova pra isso. Era tudo muito novo pra mim.


Daniel não merecia tudo o que estava acontecendo! Não poder ficar comigo, ter que fazer as coisas por mim... Ele não merecia. Decidi que não ia mais atrapalhar. Eu ia me virar sozinha, ia aguentar os enjôos e os desejos por um longo tempo.


-Trouxe a salada de frutas com chocolate. -Disse ele entrando no quarto e sentando-se a meu lado na cama. Sorri e ataquei a pobre salada de frutas. Ele começou a rir enquanto eu mastigava.

-Du quê voxê tá rinjo? -Perguntei de boca cheia.

-Você tá suja de fruta. Deixa que eu limpo. –Disse ele me deitando na cama e lambendo um pedaço de fruta no canto da minha boca. Quando percebi estávamos todos sujos de fruta e chocolate. Ele riu. E se levantou um pouco pra me olhar. –Você fica linda assim. –Disse começando a beijar meu pescoço e passando pro resto do corpo. Senti um calafrio. Ri enquanto seus lábios percorriam minha barriga fazendo cócegas. Ele sorriu e nossa noite terminou assim.

No dia seguinte...

Acordei abraçada com o Daniel. Olhei-o carinhosamente.

-Te amo. –Disse em seu ouvido.

-Eu também. –Disse ele acordando com o toque do telefone, ele levantou e foi atender. –Hello? –A conversa em inglês durou apenas 30 seg. ou menos e ele desligou.

-Quem era? –Perguntei.

-Engano. –Ele sorriu torto e foi se arrumar.

-Já vai pra CIA? –Perguntei fazendo biquinho. Ele assentiu. –Fica.

-Só se você me convencer a ficar. –Ele respondeu terminando de abotoar a camisa. Me levantei e encostei meu corpo ao dele.

-Fica... –Disse beijando-o. Ele sorriu.

-Que tal café da manhã? –Perguntou me pegando no colo. Tentei me soltar, mas ele me levou facilmente até a cozinha.

-Daniel! –Chamei enquanto ele me colocava sobre a bancada.

-Hoje eu que vou cozinhar. –Disse ele mexendo na geladeira.

-Cozinhar o que? –Perguntei.

-Você vai ver.

Depois de algum tempo Daniel terminou de preparar os ovos mexidos com bacon, me deu um beijo e saiu. Olhei aquele prato e torci o nariz taquei com dó tudo no lixo “acariciando” a barriga.

-Vamos passear bebê? –Coloquei uma calça jeans, uma blusa preta e entrei no banco de trás do carro. O motorista perguntou pra onde eu queria ir, mas eu simplesmente não conheço nada por aqui... A não ser... O lugar onde me casei com Daniel...

-Las Vegas. –Respondi e ele acelerou. Fiquei olhando a paisagem passar pela janela e relembrei tudo. –Eu fico aqui. –Disse ao passarmos por uma rua arborizada onde eu lembrava vagamente haver um parque.

-Quer que eu a espere por quanto tempo miss Longbutton?

-Umas 2 horas. –Respondi ao motorista sorrindo e saltei.

Comecei a andar pela cidade. Ainda era muito cedo então as poucas pessoas que estavam na rua estavam praticando esportes. Andei chutando as pedrinhas até passar por uma loja de esportes onde decidi comprar uma bicicleta. Comprei também aqueles troços que protegem. Se era pra perder o bebê que fosse do um jeito que “parecesse natural”.

Comecei bem devagar. Esta até indo bem. Tinha a sensação de estar voando. Acelerei. Mais rápido! Tentei apertar o freio, mas não sabia onde era.

-Cuidado! –Gritei enquanto descia uma ladeira. Fechei os olhos e me deixei levar. Cai.

-Sarin? –Daniel? O que ele estava fazendo ali? Ele não tinha ido trabalhar? –Quanto tempo. –Abri os olhos. Era Still.

-Still? –Ele sorriu.

-Você está machucada. O que estava tentando fazer? –Não sei o que deu em mim. Abracei-o chorando.

-Por favor. Me leve pra casa, Still. –Ele assentiu e eu desmaiei em seus braços.



Quando acordei estava vestindo outras roupas, deitada em um sofá em uma casa que eu não conhecia e com o cabelo molhado.

-Onde estou? –Perguntei levantando-me.

-Na minha casa nova. –Respondeu Still. O que é que eu estava fazendo ali?! Levantei-me.

-O que eu estou fazendo aqui?

-Você me pediu. –Revirei os olhos caminhando até a porta.

-Onde você vai? Você está toda machucada. –Ele m segurou pelos ombros. –Fique.

-Still... –Disse fechando os olhos cansada e mordendo o lábio.

-Sarin, eu te amo. –Abri os olhos empurrando Still. Foi em vão. Ele era muito mais forte que eu e me jogou no sofá beijando-me. Tentei lhe bater, empurrá-lo, bater as pernas. Não estava dando certo. Vi que eu estava usando um vestido e ele apenas de short. Não ia poder fazer mais nada, eu não tinha força suficiente. Fiquei imóvel com a idéia. Minha situação piorou. Tentei voltar a me debater, mas não adiantou nada... Ele já tinha conseguido o que queria. Me corpo amoleceu no sofá enquanto uma lagrima solitária escorria.

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