
Cheguei ao trabalho e fui direto pra minha sala, trabalhei com a papelada até a secretaria chamar.
-Mister Daniel. Tem uma moça aqui. Ela disse que se chama Katherine. –A não! Eu não posso! Eu não posso!
-Mande entrar. –Qual o problema com o meu cérebro?! Era pra eu mandá-la embora, mas já que ela está aqui...
-Hello, little Dan! –Disse ela entrando em minha sala.
-I’m mister Dan! –Disse empurrando-a pra uma cadeira.
-OK. –Ela tentou me beijar, mas a pus sentada de novo. Eu precisava colocar ordem nessa bagunça.
-Escute! Se vamos fazer isso tem que ser em segredo! Você vai ficar quieta! Entendeu?!
-Yeah!
-Ótimo! –Puxei-a pra meus braços tirando seu sobretudo e tudo o que ela vestia por baixo enquanto beijava-a. Apressei-me em despi-la pra terminar logo com aquilo. Não me sentia bem com aquilo... Sarin grávida e eu com Kath. Sou mesmo um idiota!
Eu estava me vestindo e ela sentada na minha cadeira. Peguei seu sobretudo e joguei-o pra ela.
-Agora chega. Sai daqui.
-Por quê? –Ela se levantou e veio até mim. Empurrei-a.
-Chega Kath! Não quero mais isso! Não posso enganar a Sarin assim!
-A Sarin não precisa saber. –Disse ela puxando minha gravata.
-Sarin é minha esposa. Vai ter um filho meu e eu a amo! –Disse tirando minha gravata das mãos dela e ajeitando o nó. Ela virou-se abotoando o sobretudo e reclamando.
-Amor... Que sentimento inútil! Eu só ligo pro prazer.
-Então busque prazer com outro homem.
-Vai se arrepender me descartando tão facilmente. –Disse encarando-me.
-Não me arrependo de escolhas certas.
-Vai se arrepender desta. –Ela juntou os lábios dela aos meus, desta vez com muito esforço não correspondi, então ela se foi. Suspirei e voltei ao trabalho.
Voltei pra casa no fim da tarde e encontrei Sarin meio assustada, meio triste sentada no sofá abraçando as pernas.
-Daniel! –Diz ela assim que me vê e vem me abraçar.
-O que houve? Você está bem? –Disse abraçando-a.
-Não... Eu... Daniel! –Ela me abraça mais forte quase chorando. Eu estava ficando assustado. Levei-a até o sofá e coloquei-a no meu colo acariciando seus cabelos.
-Calma amor. Me fale o que houve.
-Eu... Eu fui andar de bicicleta e cai. Então o Still apareceu, pensei que fosse você. Ele me levou pra casa dele. Quando percebi eu tentei fugir. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui... Ele... Ele me agarrou! –Fiquei estático enquanto ela terminava de contar com o rosto escondido em meu ombro. STILL!
-Eu vou matar esse idiota! –Coloquei-a no sofá e corri pro carro sem olhar pra trás.
-Daniel! –Ouvi-a me chamar enquanto acelerava. Droga! Esse idiota só podia estar em um lugar. Uma vila rica perto de Lãs Vegas pra onde a maioria dos refugiados russos iam. Cheguei lá em menos de 1 hora e achei a casa facilmente. Era uma mansão gigantesca, a única com as luzes acessas. Arrebentei o portão com o carro e entrei chutando a porta. Se eu não tivesse esquecido de carregar a arma eu sacaria ela ali mesmo.
-Still!
-Olha... Não sabia que a empregada deixava os animais entrarem em casa. –Ele desceu as escadas com pose de superior e parou na minha frente. Segurei-o pela gola da camisa.
-Quem você pensa que é?! Acha que pode chegar aqui, fazer o que quiser com minha mulher e ficar todo calmo na sua mansão?!
-Sim. –Dei-lhe um soco que o fez cair no chão. Ele riu e eu parti pra cima dele. Começamos a rolar no chão dando e recebendo golpes. Eu fiquei fora de mim. A única coisa em que pensava era acabar com a raça daquele idiota! Depois de alguns minutos de briga alguém me puxou pelos ombros, nem olhei quem era, dei-lhe uma cotovelada no nariz e voltei pra cima de Still.
-Daniel! Pare! –Me puxaram de novo. Dessa vez eram 2 homens.
-Não! Me solta! Eu vou acabar com esse cara!
-Daniel! Você já fez isso! –Finalmente vi as pessoas que estavam na sala. Jane que tinha gritado, ela estava apoiando a cabeça de Still sentada na escada enquanto Kate via os batimentos cardíacos dele, a camisa estava rasgada, o braço parecia quebrado e o rosto estava todo ensangüentado. Meu pai, com o nariz sangrando, e Krisher me seguravam. Comecei a sentir as dores da briga.
-Me soltem - Disse. Krisher obedeceu e meu pai passou o braço que ele segurava por seu pescoço apoiando-me e me levando até seu carro parado em um canto escuro do lado de fora da casa. Sentei, ou melhor, cai no banco do carona com cara de dor. Ele suspirou limpando o sangue que escorria do seu nariz e tentou tocar em algo no meu rosto, virei pro outro lado.
-Deixa de ser hipócrita Daniel! Preciso examinar você.
-Não preciso de exames!
-Se você não se lembra, não pode se agitar desse jeito! Estava em como a pouco mais de um mês atrás! E agora está ai todo machucado.
-Queria que eu fizesse o que?! Ele tocou nela! A agarrou! Beijou! Não podia fingir que não me importava!
-E por isso a deixou preocupada. Por isso vai deixá-la pior chegando em casa nesse estado. –Suspirei. Doeu. Devo ter quebrado uma costela ou duas. Mas o Still ainda estava pior.
-Certo. Você venceu. –Disse. Ele limpou o sangue dos meus ferimentos e depois que Kate apareceu e meu pai foi falar com a policia, ele inventava alguma historia sobre hippies alucinados. Ela enfaixou meu tronco por completo, embora isso não ajuda-se muito e fez uns curativos.
-Fez besteira. –Disse ela me ajudando a vestir uma camisa limpa.
-Cala a boca... Ele mereceu.
-Eu sei... Não to falando do Still. To falando da Kath.
-To começando a me arrepender de ter te contado. –Ela sorriu.
-Isso não é justo com a Sarin...
-É eu sei. Não vai acontecer de novo. –Jane e Krisher chegaram, assim encerrando minha conversa com Kate. Depois de algumas horas fomos pra casa. Eu, Jane e meu pai em um carro e Krisher e Kate em outro.
Chegando em casa meu pai me ajudou a andar até a porta, mesmo depois de eu ter insistido que podia andar sozinho. Sarin estava na sala mais aflita do que antes. Se eu tinha duvida, agora tenho certeza. Eu sou um idiota. Ela correu até mim, mas ao invés de me abraçar parou na minha frente.
-Oi. –Tentei, ela apenas me olhou. –Eu estou bem. –Silencio, suspiro, mais silencio. –Desculpe. –Puxei-a pros meus braços abraçando-a. Não sei se foi uma boa idéia, todo o meu corpo doía. Não consegui focalizar a vista e soltei-a me afastando um pouco. Quase cai, então ela me ajudou a sentar no sofá e enfim falou.
-Não devia ter ido bater nele. Olha o seu estado.
-O dele está pior. Eu garanto...
-Não importa quem está pior! Você se machucou por minha causa.
-Shh... Pare de dizer que tudo é culpa sua. Foi culpa dele. Ele é um idiota. –E eu sou o que? –Ele mereceu. – Eu também mereço. Ela deu um sorriso e me beijou de leve.
-Vamos esquecer isso. Como foi o seu dia? –Meu dia?! Droga.
-Chato. Organizei uma papelada e resolvi uns problemas.
-Problemas?
-Coisas da CIA. Não são interessantes. Vamos falar de você.
-Eu?
-É. Como está nosso filhinho?
-A... Está bem. –Ela respondeu co desânimo.
-Sentou enjôo?
-Um pouco...
-Se alimentou?
-Comi uns cereais e umas frutas. O resto me enjôo...
-Certo. Está cansada?
-Na verdade sim. Vamos dormir? –Fomos pro quarto e embora sentisse muita dor logo adormeci.
Tive um pesadelo. Nele eu não conseguia chegar a tempo de impedir o casamento de Sarin com Still. Ela agora era casada com ele, estava nos braços dele, na cama dele... E estava grávida. Depois nasceu o Still Junior, igualzinho ao pai... Acordei suado na manhã seguinte. Sarin ainda dormia a meu lado. Me apressei em tomar banho e me vestir. Estava todo doido, mas não podia faltar ao trabalho.
-Você vai trabalhar? –Pergunta Sarin sentando na cama enquanto abotoava minha camisa.
-Sim. Tenho muito trabalho, amor. Prometo tentar chegar cedo.
-OK. –Ela deu um meio sorriso. Eu beijei-a e sai.
-Mister Daniel. Tem uma moça aqui. Ela disse que se chama Katherine. –A não! Eu não posso! Eu não posso!
-Mande entrar. –Qual o problema com o meu cérebro?! Era pra eu mandá-la embora, mas já que ela está aqui...
-Hello, little Dan! –Disse ela entrando em minha sala.
-I’m mister Dan! –Disse empurrando-a pra uma cadeira.
-OK. –Ela tentou me beijar, mas a pus sentada de novo. Eu precisava colocar ordem nessa bagunça.
-Escute! Se vamos fazer isso tem que ser em segredo! Você vai ficar quieta! Entendeu?!
-Yeah!
-Ótimo! –Puxei-a pra meus braços tirando seu sobretudo e tudo o que ela vestia por baixo enquanto beijava-a. Apressei-me em despi-la pra terminar logo com aquilo. Não me sentia bem com aquilo... Sarin grávida e eu com Kath. Sou mesmo um idiota!
Eu estava me vestindo e ela sentada na minha cadeira. Peguei seu sobretudo e joguei-o pra ela.
-Agora chega. Sai daqui.
-Por quê? –Ela se levantou e veio até mim. Empurrei-a.
-Chega Kath! Não quero mais isso! Não posso enganar a Sarin assim!
-A Sarin não precisa saber. –Disse ela puxando minha gravata.
-Sarin é minha esposa. Vai ter um filho meu e eu a amo! –Disse tirando minha gravata das mãos dela e ajeitando o nó. Ela virou-se abotoando o sobretudo e reclamando.
-Amor... Que sentimento inútil! Eu só ligo pro prazer.
-Então busque prazer com outro homem.
-Vai se arrepender me descartando tão facilmente. –Disse encarando-me.
-Não me arrependo de escolhas certas.
-Vai se arrepender desta. –Ela juntou os lábios dela aos meus, desta vez com muito esforço não correspondi, então ela se foi. Suspirei e voltei ao trabalho.
Voltei pra casa no fim da tarde e encontrei Sarin meio assustada, meio triste sentada no sofá abraçando as pernas.
-Daniel! –Diz ela assim que me vê e vem me abraçar.
-O que houve? Você está bem? –Disse abraçando-a.
-Não... Eu... Daniel! –Ela me abraça mais forte quase chorando. Eu estava ficando assustado. Levei-a até o sofá e coloquei-a no meu colo acariciando seus cabelos.
-Calma amor. Me fale o que houve.
-Eu... Eu fui andar de bicicleta e cai. Então o Still apareceu, pensei que fosse você. Ele me levou pra casa dele. Quando percebi eu tentei fugir. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui... Ele... Ele me agarrou! –Fiquei estático enquanto ela terminava de contar com o rosto escondido em meu ombro. STILL!
-Eu vou matar esse idiota! –Coloquei-a no sofá e corri pro carro sem olhar pra trás.
-Daniel! –Ouvi-a me chamar enquanto acelerava. Droga! Esse idiota só podia estar em um lugar. Uma vila rica perto de Lãs Vegas pra onde a maioria dos refugiados russos iam. Cheguei lá em menos de 1 hora e achei a casa facilmente. Era uma mansão gigantesca, a única com as luzes acessas. Arrebentei o portão com o carro e entrei chutando a porta. Se eu não tivesse esquecido de carregar a arma eu sacaria ela ali mesmo.
-Still!
-Olha... Não sabia que a empregada deixava os animais entrarem em casa. –Ele desceu as escadas com pose de superior e parou na minha frente. Segurei-o pela gola da camisa.
-Quem você pensa que é?! Acha que pode chegar aqui, fazer o que quiser com minha mulher e ficar todo calmo na sua mansão?!
-Sim. –Dei-lhe um soco que o fez cair no chão. Ele riu e eu parti pra cima dele. Começamos a rolar no chão dando e recebendo golpes. Eu fiquei fora de mim. A única coisa em que pensava era acabar com a raça daquele idiota! Depois de alguns minutos de briga alguém me puxou pelos ombros, nem olhei quem era, dei-lhe uma cotovelada no nariz e voltei pra cima de Still.
-Daniel! Pare! –Me puxaram de novo. Dessa vez eram 2 homens.
-Não! Me solta! Eu vou acabar com esse cara!
-Daniel! Você já fez isso! –Finalmente vi as pessoas que estavam na sala. Jane que tinha gritado, ela estava apoiando a cabeça de Still sentada na escada enquanto Kate via os batimentos cardíacos dele, a camisa estava rasgada, o braço parecia quebrado e o rosto estava todo ensangüentado. Meu pai, com o nariz sangrando, e Krisher me seguravam. Comecei a sentir as dores da briga.
-Me soltem - Disse. Krisher obedeceu e meu pai passou o braço que ele segurava por seu pescoço apoiando-me e me levando até seu carro parado em um canto escuro do lado de fora da casa. Sentei, ou melhor, cai no banco do carona com cara de dor. Ele suspirou limpando o sangue que escorria do seu nariz e tentou tocar em algo no meu rosto, virei pro outro lado.
-Deixa de ser hipócrita Daniel! Preciso examinar você.
-Não preciso de exames!
-Se você não se lembra, não pode se agitar desse jeito! Estava em como a pouco mais de um mês atrás! E agora está ai todo machucado.
-Queria que eu fizesse o que?! Ele tocou nela! A agarrou! Beijou! Não podia fingir que não me importava!
-E por isso a deixou preocupada. Por isso vai deixá-la pior chegando em casa nesse estado. –Suspirei. Doeu. Devo ter quebrado uma costela ou duas. Mas o Still ainda estava pior.
-Certo. Você venceu. –Disse. Ele limpou o sangue dos meus ferimentos e depois que Kate apareceu e meu pai foi falar com a policia, ele inventava alguma historia sobre hippies alucinados. Ela enfaixou meu tronco por completo, embora isso não ajuda-se muito e fez uns curativos.
-Fez besteira. –Disse ela me ajudando a vestir uma camisa limpa.
-Cala a boca... Ele mereceu.
-Eu sei... Não to falando do Still. To falando da Kath.
-To começando a me arrepender de ter te contado. –Ela sorriu.
-Isso não é justo com a Sarin...
-É eu sei. Não vai acontecer de novo. –Jane e Krisher chegaram, assim encerrando minha conversa com Kate. Depois de algumas horas fomos pra casa. Eu, Jane e meu pai em um carro e Krisher e Kate em outro.
Chegando em casa meu pai me ajudou a andar até a porta, mesmo depois de eu ter insistido que podia andar sozinho. Sarin estava na sala mais aflita do que antes. Se eu tinha duvida, agora tenho certeza. Eu sou um idiota. Ela correu até mim, mas ao invés de me abraçar parou na minha frente.
-Oi. –Tentei, ela apenas me olhou. –Eu estou bem. –Silencio, suspiro, mais silencio. –Desculpe. –Puxei-a pros meus braços abraçando-a. Não sei se foi uma boa idéia, todo o meu corpo doía. Não consegui focalizar a vista e soltei-a me afastando um pouco. Quase cai, então ela me ajudou a sentar no sofá e enfim falou.
-Não devia ter ido bater nele. Olha o seu estado.
-O dele está pior. Eu garanto...
-Não importa quem está pior! Você se machucou por minha causa.
-Shh... Pare de dizer que tudo é culpa sua. Foi culpa dele. Ele é um idiota. –E eu sou o que? –Ele mereceu. – Eu também mereço. Ela deu um sorriso e me beijou de leve.
-Vamos esquecer isso. Como foi o seu dia? –Meu dia?! Droga.
-Chato. Organizei uma papelada e resolvi uns problemas.
-Problemas?
-Coisas da CIA. Não são interessantes. Vamos falar de você.
-Eu?
-É. Como está nosso filhinho?
-A... Está bem. –Ela respondeu co desânimo.
-Sentou enjôo?
-Um pouco...
-Se alimentou?
-Comi uns cereais e umas frutas. O resto me enjôo...
-Certo. Está cansada?
-Na verdade sim. Vamos dormir? –Fomos pro quarto e embora sentisse muita dor logo adormeci.
Tive um pesadelo. Nele eu não conseguia chegar a tempo de impedir o casamento de Sarin com Still. Ela agora era casada com ele, estava nos braços dele, na cama dele... E estava grávida. Depois nasceu o Still Junior, igualzinho ao pai... Acordei suado na manhã seguinte. Sarin ainda dormia a meu lado. Me apressei em tomar banho e me vestir. Estava todo doido, mas não podia faltar ao trabalho.
-Você vai trabalhar? –Pergunta Sarin sentando na cama enquanto abotoava minha camisa.
-Sim. Tenho muito trabalho, amor. Prometo tentar chegar cedo.
-OK. –Ela deu um meio sorriso. Eu beijei-a e sai.

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