
Entramos no novo carro do meu pai, um Jaguar último modelo vermelho com motor modificado, a maquina chegava a quase 200 Km/h.
Não dizíamos nada, apenas rodávamos procurando algo “suspeito”. Já passava de meia noite quando paramos pela primeira vez, não por vontade, mas sim por falta de gasolina.
-Porcaria de lata velha! Ande seu pedaço de ferro velho! Ande! –Gritei com o carro pisando no acelerador inutilmente. Deixei minha cabeça bater no volante, desistindo do carro.
-O que vamos fazer Daniel? –Ele pergunta olhando a estrada.
-Não sei.
-Onde estamos?
-Não sei. –Respondi ainda com a cabeça no volante.
- O que vamos fazer?
-Eu não sei! –Disse me segurando pra não socar-lo.
-Olha. –Disse ele apontando pra um grupo de adolescentes bêbados amontoados em uma caminhonete velha que parou a nossa frente.
-Vem. Agente vai ganhar um carro. –Ele apenas saltou do carro junto comigo.
-O que dois mauricinhos como vocês fazem na Ensenada?! –Pergunta um poço de músculos em espanhol socando a mão enquanto os outros riam atrás dele.
-Estávamos dando uma volta, mas não é da conta de vocês. –Respondo também em espanhol. Os cinco idiotas nos cercaram rindo. Então outro deles fala continuando nosso dialogo em espanhol.
-Vocês estão se achando demais pra dois estadunidenses perdidos!
-Então estamos quites porque vocês estão com marra demais pra um bando de mexicanos babacas. –Agora eu deixei os caras com raiva. Eles vieram pra cima de mim e de Krisher, nós distribuímos alguns socos e chutes e levamos alguns também.
-Vamos acabar logo com isso! –Gritou Krisher pra mim em russo. Quebrei o nariz do cara a minha frente, dei-lhe uma banda e corri pra caminhonete, Krisher chutou a cara do outro e entrou no carro também.
-Cadê a chave?! –Gritamos juntos.
-Droga! –Ele saiu do carro e foi na direção do cara que estava de pé segurando a chave. O cara era gigantesco, os músculos pareciam montanhas, mas não parecia ter um cérebro... Bem, o Krisher também não tinha um e deve ter metade do tamanho e músculos do gigante. Vi um sinalizador no porta luvas e disparei pro alto sem pensar duas vezes. A luz vermelha distraiu o armário e Krisher deu-lhe uma voadora, pegando a chave do cara caído e voltando pro carro.
Dei ré em alta velocidade e depois girei o carro acelerando na estrada de terra. A caminhonete era antiga e chegava no Maximo a 80 Km/h, o que dificultou nossa “fuga”.
Chegamos á Los Angeles quase às 10 da manhã. Eu estava exausto. Estacionei no meio da rua, pois os dois lados da calçada estavam tomados pelos carros da CIA. Nenhum de nós queria sair do carro, ainda mais sabendo que Jane faria um escândalo. Respiramos fundo e saltamos do carro. Mal entramos em casa e Jane começou com os berros.
- O que estavam fazendo?! Onde estava?! O que houve?! Qual o problema de vocês?!
-Relaxa... –Preferi nem continuar depois de ver a cara dela, mas Krisher não pensou a mesma coisa, ou melhor, não pensou!
-Nós fomos pro México, ai brigamos com uns caras e tivemos que ficar com o carro deles porque nossa gasolina acabou. E ai, alguém tem noticias da Sarin? –Kate prendeu o riso enquanto trazia uns curativos, eu só fechei e sentei no sofá esperando a bronca do meu pai.
-Daniel Longbutton! Você abandonou meu carro no meio do México?!
-No meio não! A gasolina só durou até a Ensenada! –Nessa hora torci para que Krisher se engasgasse com o sanduíche que alguém deu pra ele, ou que os curativos desse alergia, sei lá!
-Daniel! –Meu pai e Jane agora gritavam comigo juntos, até parece que a idéia foi minha.
-Vocês deviam parar de brigar comigo e se concentrar em algo mais importante, como a Sarin e a Tay! –Gritei e Jane retrucou.
-Pois temos novidades pra você garoto. Enquanto você e o Krisher brincavam de “caça ao rato” nós descobrimos o cativeiro delas e...
-Por que ainda não a trouxeram?! Estão esperando o que?!
-Cala a boca Daniel! Deixa a Jane terminar! –Kate finalmente se manifestou sentando-se no braço do sofá enquanto Jane dava sua explicação.
-Não a resgatamos porque o cativeiro é o covil das violets. Seria burrice invadirmos sem conhecer o inimigo. Temos dois agentes infiltrados colhendo e nos enviando informações e Rullinê está fazendo a ronda e montando guarda para qualquer movimentação suspeita na casa. –Kate me entregou dois blocos contendo os relatórios sobre defesa, armas e as condições de Tay e Sarin. Pelo visto eles tinham ótimo treinamento, armas e vigilância, Tay e Sarin eram mantidas separadas e vigiadas 24 horas por dia, as condições de higiene e alimentação eram adequadas, mas nada disso importava.
-Você tem todas as informações de que precisa, traga elas de volta! –Falei a Jane, ela suspirou.
-Estamos trabalhando nisso. Temos que fazer de uma forma que elas não corram riscos! Ou prefere invadir de qualquer jeito e acabar tendo que ir ao enterro de mais alguém?! –Agora ela pegou pesado. Senti meu rosto vermelho com as lembranças da morte de minha mãe e abaixei a cabeça cerrando os punhos. –Eu não queria dizer isso Daniel...
-Não. Está certa. Vamos fazer do seu jeito. -Passamos o resto do dia estudando as melhores estratégias pro resgate delas. E quando eram quase 3 da manhã abriram a porta de surpresa, todos olhamos nossas visitantes inesperadas, porem muito bem vindas.
-Sarin! –Corri pra abraçar minha esposa e nossa filha em seus braços.
-Daniel! Ai, amor... –Tay chorava enquanto eu beijava Sarin e abraçava-as, peguei Tay no colo e beijei sua cabeça enquanto os outros falavam com Sarin e Rullinê, que acabará de chegar.
-Dan, a Sarin parece muito nervosa. Todas essas perguntas que querem fazer não vão ajudar. É melhor levá-la pro quarto, deixa a Tay comigo e daqui a uma meia hora eu a levo.
-OK. Valeu Kate, você é um anjo. –Dei um beijo na bochecha de Kate entregando-lhe Tay e fui buscar Sarin antes que o interrogatório começasse. -Vem amor. Acho que você precisa dormir. –Puxei-a para meus braços e a levei pro quarto fechando a porta atrás de nós.
-Senti tanto sua falta! Eu estava com medo. –Disse ela abraçando-me.
-Eu também amor. –Acariciei seus cabelos enquanto ela começava a falar entre lagrimas.
-Ele me ajudou tanto e agora está morto, eu vi quando ele caiu depois do tiro... Mas eu não podia voltar, não podia ajudá-lo, tinha que me afastar, que tirar Tay dali. Foi ele quem me ajudou a fugir com a Tay. O Victor. Sem ele eu poderia estar lá ainda... Daniel! –Ela agora apenas chorava então beijei-a.
-Calma amor. Agora está tudo bem. Vem, nós precisamos de um banho. Eu to cheio de poeira do México.
-Eu vou explicar. Foi culpa do Krisher... –Comecei a contar tudo intercalado com os beijos enquanto íamos para o banheiro.
Depois de algumas horas estávamos na cama e Sarin dormia tranqüila sobre meu peito. Kate bateu levemente na porta.
-Posso? Vem trazer a Tay.
-Entra Kate. A Sarin já dormiu. –Kate entrou e eu fui pegar a Tay.
-Como ela está? –Disse ela me entregando Tay.
-Ela estava muito agitada, mas já dormiu a uns 5 minutos.
-Hmm.
-Kate. Victor era um dos nossos?
-Não. Ele era o Violet encarregado da Sarin. Foi morto na fuga. Por quê?
-Sarin estava falando dele.
-E você ficou com ciúmes! –Disse ela rindo.
-Nossa, parece que você não cora mais quando me vê sem camisa né?! –Revidei me aproximando, só de brincadeira, claro.
-Idiota. –Ela empurrou meu ombro de leve e saiu correndo depois de corar. Eu ri e sentei com Tay em uma cadeira perto da janela.
-Não ligue pra esse seu pai bobo ta?! Nem pra sua madrinha irritante, seu tio burro, seus avós loucos... Você entendeu né Tay. –Ela pareceu sorrir. –Eu te amo muito. Não vou deixar ninguém te ferir nunca, e se fizerem isso eu mato! Vou me dedicar mais pra cuidar de vocês duas. Porque vocês são as pessoas mais importantes na minha vida. Meus amores.
Não dizíamos nada, apenas rodávamos procurando algo “suspeito”. Já passava de meia noite quando paramos pela primeira vez, não por vontade, mas sim por falta de gasolina.
-Porcaria de lata velha! Ande seu pedaço de ferro velho! Ande! –Gritei com o carro pisando no acelerador inutilmente. Deixei minha cabeça bater no volante, desistindo do carro.
-O que vamos fazer Daniel? –Ele pergunta olhando a estrada.
-Não sei.
-Onde estamos?
-Não sei. –Respondi ainda com a cabeça no volante.
- O que vamos fazer?
-Eu não sei! –Disse me segurando pra não socar-lo.
-Olha. –Disse ele apontando pra um grupo de adolescentes bêbados amontoados em uma caminhonete velha que parou a nossa frente.
-Vem. Agente vai ganhar um carro. –Ele apenas saltou do carro junto comigo.
-O que dois mauricinhos como vocês fazem na Ensenada?! –Pergunta um poço de músculos em espanhol socando a mão enquanto os outros riam atrás dele.
-Estávamos dando uma volta, mas não é da conta de vocês. –Respondo também em espanhol. Os cinco idiotas nos cercaram rindo. Então outro deles fala continuando nosso dialogo em espanhol.
-Vocês estão se achando demais pra dois estadunidenses perdidos!
-Então estamos quites porque vocês estão com marra demais pra um bando de mexicanos babacas. –Agora eu deixei os caras com raiva. Eles vieram pra cima de mim e de Krisher, nós distribuímos alguns socos e chutes e levamos alguns também.
-Vamos acabar logo com isso! –Gritou Krisher pra mim em russo. Quebrei o nariz do cara a minha frente, dei-lhe uma banda e corri pra caminhonete, Krisher chutou a cara do outro e entrou no carro também.
-Cadê a chave?! –Gritamos juntos.
-Droga! –Ele saiu do carro e foi na direção do cara que estava de pé segurando a chave. O cara era gigantesco, os músculos pareciam montanhas, mas não parecia ter um cérebro... Bem, o Krisher também não tinha um e deve ter metade do tamanho e músculos do gigante. Vi um sinalizador no porta luvas e disparei pro alto sem pensar duas vezes. A luz vermelha distraiu o armário e Krisher deu-lhe uma voadora, pegando a chave do cara caído e voltando pro carro.
Dei ré em alta velocidade e depois girei o carro acelerando na estrada de terra. A caminhonete era antiga e chegava no Maximo a 80 Km/h, o que dificultou nossa “fuga”.
Chegamos á Los Angeles quase às 10 da manhã. Eu estava exausto. Estacionei no meio da rua, pois os dois lados da calçada estavam tomados pelos carros da CIA. Nenhum de nós queria sair do carro, ainda mais sabendo que Jane faria um escândalo. Respiramos fundo e saltamos do carro. Mal entramos em casa e Jane começou com os berros.
- O que estavam fazendo?! Onde estava?! O que houve?! Qual o problema de vocês?!
-Relaxa... –Preferi nem continuar depois de ver a cara dela, mas Krisher não pensou a mesma coisa, ou melhor, não pensou!
-Nós fomos pro México, ai brigamos com uns caras e tivemos que ficar com o carro deles porque nossa gasolina acabou. E ai, alguém tem noticias da Sarin? –Kate prendeu o riso enquanto trazia uns curativos, eu só fechei e sentei no sofá esperando a bronca do meu pai.
-Daniel Longbutton! Você abandonou meu carro no meio do México?!
-No meio não! A gasolina só durou até a Ensenada! –Nessa hora torci para que Krisher se engasgasse com o sanduíche que alguém deu pra ele, ou que os curativos desse alergia, sei lá!
-Daniel! –Meu pai e Jane agora gritavam comigo juntos, até parece que a idéia foi minha.
-Vocês deviam parar de brigar comigo e se concentrar em algo mais importante, como a Sarin e a Tay! –Gritei e Jane retrucou.
-Pois temos novidades pra você garoto. Enquanto você e o Krisher brincavam de “caça ao rato” nós descobrimos o cativeiro delas e...
-Por que ainda não a trouxeram?! Estão esperando o que?!
-Cala a boca Daniel! Deixa a Jane terminar! –Kate finalmente se manifestou sentando-se no braço do sofá enquanto Jane dava sua explicação.
-Não a resgatamos porque o cativeiro é o covil das violets. Seria burrice invadirmos sem conhecer o inimigo. Temos dois agentes infiltrados colhendo e nos enviando informações e Rullinê está fazendo a ronda e montando guarda para qualquer movimentação suspeita na casa. –Kate me entregou dois blocos contendo os relatórios sobre defesa, armas e as condições de Tay e Sarin. Pelo visto eles tinham ótimo treinamento, armas e vigilância, Tay e Sarin eram mantidas separadas e vigiadas 24 horas por dia, as condições de higiene e alimentação eram adequadas, mas nada disso importava.
-Você tem todas as informações de que precisa, traga elas de volta! –Falei a Jane, ela suspirou.
-Estamos trabalhando nisso. Temos que fazer de uma forma que elas não corram riscos! Ou prefere invadir de qualquer jeito e acabar tendo que ir ao enterro de mais alguém?! –Agora ela pegou pesado. Senti meu rosto vermelho com as lembranças da morte de minha mãe e abaixei a cabeça cerrando os punhos. –Eu não queria dizer isso Daniel...
-Não. Está certa. Vamos fazer do seu jeito. -Passamos o resto do dia estudando as melhores estratégias pro resgate delas. E quando eram quase 3 da manhã abriram a porta de surpresa, todos olhamos nossas visitantes inesperadas, porem muito bem vindas.
-Sarin! –Corri pra abraçar minha esposa e nossa filha em seus braços.
-Daniel! Ai, amor... –Tay chorava enquanto eu beijava Sarin e abraçava-as, peguei Tay no colo e beijei sua cabeça enquanto os outros falavam com Sarin e Rullinê, que acabará de chegar.
-Dan, a Sarin parece muito nervosa. Todas essas perguntas que querem fazer não vão ajudar. É melhor levá-la pro quarto, deixa a Tay comigo e daqui a uma meia hora eu a levo.
-OK. Valeu Kate, você é um anjo. –Dei um beijo na bochecha de Kate entregando-lhe Tay e fui buscar Sarin antes que o interrogatório começasse. -Vem amor. Acho que você precisa dormir. –Puxei-a para meus braços e a levei pro quarto fechando a porta atrás de nós.
-Senti tanto sua falta! Eu estava com medo. –Disse ela abraçando-me.
-Eu também amor. –Acariciei seus cabelos enquanto ela começava a falar entre lagrimas.
-Ele me ajudou tanto e agora está morto, eu vi quando ele caiu depois do tiro... Mas eu não podia voltar, não podia ajudá-lo, tinha que me afastar, que tirar Tay dali. Foi ele quem me ajudou a fugir com a Tay. O Victor. Sem ele eu poderia estar lá ainda... Daniel! –Ela agora apenas chorava então beijei-a.
-Calma amor. Agora está tudo bem. Vem, nós precisamos de um banho. Eu to cheio de poeira do México.
-Eu vou explicar. Foi culpa do Krisher... –Comecei a contar tudo intercalado com os beijos enquanto íamos para o banheiro.
Depois de algumas horas estávamos na cama e Sarin dormia tranqüila sobre meu peito. Kate bateu levemente na porta.
-Posso? Vem trazer a Tay.
-Entra Kate. A Sarin já dormiu. –Kate entrou e eu fui pegar a Tay.
-Como ela está? –Disse ela me entregando Tay.
-Ela estava muito agitada, mas já dormiu a uns 5 minutos.
-Hmm.
-Kate. Victor era um dos nossos?
-Não. Ele era o Violet encarregado da Sarin. Foi morto na fuga. Por quê?
-Sarin estava falando dele.
-E você ficou com ciúmes! –Disse ela rindo.
-Nossa, parece que você não cora mais quando me vê sem camisa né?! –Revidei me aproximando, só de brincadeira, claro.
-Idiota. –Ela empurrou meu ombro de leve e saiu correndo depois de corar. Eu ri e sentei com Tay em uma cadeira perto da janela.
-Não ligue pra esse seu pai bobo ta?! Nem pra sua madrinha irritante, seu tio burro, seus avós loucos... Você entendeu né Tay. –Ela pareceu sorrir. –Eu te amo muito. Não vou deixar ninguém te ferir nunca, e se fizerem isso eu mato! Vou me dedicar mais pra cuidar de vocês duas. Porque vocês são as pessoas mais importantes na minha vida. Meus amores.

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