
Chegamos em casa com Daniel e Jonh brigando sobre o porque de Kate ter jogado o buquê pra Tay. Ri durante todo o percurso.
Meus pais ficariam nos EUA por pouco tempo então foram jantar lá em casa conosco. Mamãe insistiu em cozinhar mesmo Jane tentando nos convencer a comprar comida, afinal ela teria de ajudar mamãe.
Todos chegamos em casa felizes e sorridentes, mas logo a felicidade acabou, as pessoas que eu menos queria ver estavam lá : Alessandra e Marrie. Daniel sem dizer nada foi pra cima de Marri com os punhos cerrados, ela tentou se livrar dele, porem não conseguiu. A briga só acabou com a fala de Alessandra.
-É melhor vocês pararem, ou eu atiro. -Disse apontando a arma pra cabeça de Daniel que virou-se pra ela.
-O que fazem aqui? -Disse Jonh quebrando o silencio que havia se instalado ali.
-Ela eu não sei, mas eu tenho assuntos a resolver. -Diz Alessandra sem desviar o olhar de Daniel.
-Saia daqui! -Ordenou meu pai fazendo Alessandra virar-se pra ele.
-E se eu não quiser.
-Não estou nem ai. -Diz Dan aproveitando a distração de Alessandra para carregar a arma.
-Vamos parar com isso...
-Não. Você matou minha mãe, acho que tenho o direito de me vingar. -Diz Daniel sem deixar Marrie falar e apontando a arma pra ela com um sorriso de deboche no rosto.
-Não estamos aqui para falar sobre mortes. Eu só quero divulgar a verdade sobre meu amante. -Todos olhamos pra Alessandra sem entender nada.
-Como é? -Pergunta Jane finalmente.
-Vou explicar. -Alessandra senta-se no sofá passando a mão livre pelo cabelo.
-Não! -Disse meu pai furioso avançando um passo.
-A verdade prevalece querido. -Diz ela piscando pro meu pai remexendo a arma na mão. -Sarin. Eu sou sua verdadeira mãe.
Senti minhas pernas bambas, tudo parecia desabar a meu redor, todas as desculpas dadas para justificar a cor de meus olhos.. Apenas mentiras.
Aquela não era minha mãe, não podia ser! Uma lagrima escorreu de meu olho, limpei-a com força. Ela não merecia minhas lagrimas. Ouvi o choro de minha mãe, Michenne.
-Desculpe. -Disse ela secando as lagrimas atrás de mim. "Ale" como uma abobalhada levantou-se abrindo os braços me esperando. Entreguei Tay a Jane e me aproximei de Ale. Ouvi Jonh cochichar algo pra Jane, mas não dei atenção.
-Minha filha.
-Olá "mamãe" -Disse ironicamente. E dei-lhe um tapa forte no rosto me afastando em seguida sentindo minha mão arder.
-Isso que dá ser criada por uma maluca como a Michenne. -Disse ela massageando o rosto vermelho.
-Não fale assim dela! Você nunca foi e nunca será minha mãe! Nunca! Não acredito que sou filha de... De... Você! Mãe é aquela que cuida da filha durante toda a vida e se dedica a ela. Você não fez isso! E mãe... -Olhei pra minha mãe. -Por que não me contou a verdade? Eu ia entender... Mas isso não é sua culpa. -Olhei pra meu pai com fúria, dando as costas pra Ale, que colocou a arma na minha cabeça.
-Sou sua mãe e pronto. Eu faço o que bem entender. Não tive você porque quis, foi tudo parte de um plano . Em troca do meu corpo recebi uma entrada pra CIA, você foi apenas o resultado disso. O que eu poderia fazer? Trocamos qualquer coisa pelos nossos sonhos. -Ela carregou a arma ainda encostada em minha cabeça. -E o meu sonho agora é acabar com o que não tive coragem no passado.
Daniel também carregou a arma e apontou-a para Ale enquanto Jonh e Jane repetiam o gesto apontando as armas pra Marrie, está apontou sua arma pra Daniel.
-Se atirar morre. -Disse Daniel com os olhos fixos em mim. Ale riu sarcasticamente.
-Você se acha demais moleque. Não me importa o que tenha que fazer. Vou conseguir o que quero e preparei todo um batalhão pra isso. -A porta da casa foi arrombada. -Conheçam os Violets.

Daniel avançou um passo e Marrie atirou.
-Deveria comprar óculos, Marrie. -Atiçou Jane após constatar que Marrie tinha errado o alvo. Marrie murmura algo que não entendo em resposta e os violets entram.
Eram 10 ao todo. 7 mulheres e 3 homens, todos vestidos de preto com um emblema violeta no peito. Como aquela mulher conseguiu entrar aqui com esse batalhão?! Só percebi quando Ale segurou meu braço com força ainda com a arma na minha cabeça que Dan tinha se aproximado mais de nós e mirava nela, porem com a mudança de posição ela me deixou entre os dois impedindo Dan de atirar.
-Eles estão ao meu comando, sabia que não seria tão fácil voltar com a minha filha e com a minha linda netinha pra Rússia. Então criei os violets. Diga Sarin não seria lindo morrer junto com sua filha em sua terra natal?! -Ale murmurou a última frase em meu ouvido me fazendo gelar.
Um homem dos violets com os cabelos e pele negros avançou um passo. Ele encarou alguma coisa com seus olhos amarelos impenetráveis. Olhei pra onde seu olhar mirava e vi que minha mãe estava com Tay nos braços. Me soltei de Ale e corri até minha filha segurando-a com força.
-Vocês são minhas. -Foi a última coisa que ouvi Ale dizer, depois um tiro foi disparado e outros o seguiram. Não sei de onde eles vinham, por algum motivo minha vista ficou embasada.
-Corra Sarin! -Corri ao ouvir a voz de Dan. Não sabia pra onde estava indo, apenas apertei Tay e corri. Desmaiei.
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