16 de Abril de 1955 – Meu casamento!
Tudo estava perfeito, eu acho. Quem mandou deixar Daniel e Jane no comando?! Eu fui pro salão pela manhã pra fazer cabelo, unhas, maquiagem, os últimos ajustes do vestido... Tanta coisa. Jane iria ficar comigo e Sarin o dia todo, Daniel ia cuidar de Tay e dos preparativos (péssima idéia!) e Jonh cuidaria do Krisher. Jane e Jonh seriam meus padrinhos, Sarin minha dama de honra, e Tay junto com Daniel levariam as alianças.No salão Sarin e eu riamos enquanto Jane dava ordens nos pobres cabeleireiros que pareciam tontos correndo de um lado paro outro.
-Calma Jane. Até parece que a noiva é você! – Disse eu rindo.
-Francamente Kate! É claro que estou ansiosa... Nunca imaginei que minha irmãzinha mais nova se casaria antes de mim.
-Certo, certo, mas acalme-se um pouco. Está me deixando nervosa. –Dei um meio sorriso, ela veio até mim e beliscou minha bochecha, eu detesto quando ela faz isso!
-Você está tão fofa! –Argh! Sorri pra ela. Quando Jane se virou, me voltei pra Sarin massageando a bochecha e fazendo careta, ela abafou uma risada.
Finalmente estava pronta, atrasada, mas pronta. Meu cabelo preso em roda caia em cachos amarronzados sobre os ombros, o véu não muito longo arrastava-se a minhas costas por pouco mais de meio metro, o vestido longo era bordado em cetim, vinha justo até a cintura e depois caia solto até o chão. A maquiagem era de um azul mais claro que o céu, as bochechas e boca rosadas me confundiam com uma boneca. O buquê de flores silvestres completava o visual.

Entrei na igreja ornamentada de braços dados com meu pai que não agüentava de emoção. A igreja estava lotada. Os pais de Krisher a seu lado no altar, Jane e Jonh no outro, os irmão dele, Sarin, Daniel e Tay nos primeiros bancos e nossos amigos no resto da igreja. Ao chegarmos ao altar meu pai beijou minha mão e a pôs por cima da de Krisher dizendo:
-Cuide bem da minha filhinha...
-Eu cuida...
-Se não fizer isso, mato você. A CIA existe por isso. –Ele sorriu junto com Daniel enquanto Krisher engolia em seco.
-Ele só está brincando. –Sussurrei enquanto sorria com Krisher no altar.
O casamento seguiu perfeito. No final as solteiras se amontoaram no meio da rua e eu contei até três da porta da igreja pra jogar o buquê. Sorri quando ele parou no colo de Tay, para desespero de Dan. É obvio que joguei-o lá de propósito, minha pequena afilhada se divertia com as flores. Eu e Krisher nos beijamos e de mãos dadas corremos pro carro com a chuva de arroz.
Nossa Lua de mel seria em Miami, só duraria alguns dias. Logo estaríamos em casa para irritar Dan e os outros de novo...
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